terça-feira, 20 de outubro de 2009
Simples Desejo
Queria ter uma maneira de pular para aqueles dias ontem não há nada para esperar, nem desesperar.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Asas
E desde sempre queria voar. A vida fantasiosa de criança, cheia de amigos imaginários, alimentando seu mundo paralelo muito mais pelo desejo de uma vida que desconhecida do que propriamente aquelas fantasias presentes nos livros infantis. Um sábio adulto certa vez aconselhou: “deixem as crianças riscarem todas as paredes, é a melhor forma de desenvolvimento da criatividade.” Porém, certa criança pouco ligava para as paredes. O que ela gostaria de poder riscar era mesmo suas costas com um par de asas. E isto não era um capricho, nem uma forma de se diferenciar e aparecer mais do que as outras. Nunca precisou disto. Ter as tais asas desenhada seria um compromisso. Uma espécie de cordão amarrado no dedo para lembrar sempre que ter asas significa, mais do que a grande metáfora sobre liberdade, que precisamos ter uma vida leve, não importando quão seja a dureza do mundo. O projeto de riscar as asas ainda existe, mas nem precisaria, basta olhar o traços delicados sem rugas da sua face, do riso comedido de canto de boca quando faz piada de si mesmo, da forma passional como defende suas convicções, que sabemos que aprendeu a voar. *Obrigada a quem mesmo sem saber, me inspirou a voltar a escrever.
-> Ouvindo Human Nature - Michael Jackson <-
terça-feira, 29 de setembro de 2009
E na falta de inspiração para escrever...
... mais uma vez eu deixo Caio falar por mim. Fazendo com que a vida seja doce, sempre e pra sempre.
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo".
Caio F. Abreu
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo".
Caio F. Abreu
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Enamorada dos meus silêncios
E parece que finalmente eu estou aprendendo a ficar mais calada. A não estragar as novidades com a minha boca grande, nem cometer gafes com comentários indiscretos. A falar somente o necessário.
O silêncio mais importante, porém, é o de dentro.
O silêncio mais importante, porém, é o de dentro.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Simples Desejo
Hoje é o tipo de dia que eu queria especificamente ter alguém para chegar e deitar a cabeça no colo e esquecer. Principalmente esquecer a semana toda...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
À Primeira Vista
Desde sábado passado que eu venho “aborrecido” alguns amigos com uma história repetitiva sobre o quanto é lindo o terraço do Sesc Paulista e mais ainda como é linda a vista da avenida mais conhecida da cidade, vista esta, que na verdade é o que torna o terraço lindo e charmoso, rs.
Enfim, mas o que me leva a divagar não é exatamente a beleza que meus olhos puderam precisar no sábado, mas sobre a beleza de algo que nos toca quando o vemos pela primeira vez. Beleza é um conceito subjetivo, não somente para o outro, mas principalmente para nós mesmos.
Lembro-me de uma vez que conversei com uma amiga que mora em Londres e relatei sobre um dos grandes sonhos da minha vida que é ver o mundo através da London Eye. Eu salivava enquanto esperava a resposta dela no MSN sobre como era e o comentário simplesmente foi: “nossa, passo em frente todos os dias, já nem reparo mais, virou o elevador Lacerda”.
No mesmo sábado, pela manhã, estava sentada no metrô com a cabeça bem longe, quando uma mãe pediu ao filho para sentar-se. Os olhinhos verdes da criança brilhavam enquanto o pescoço virava-se inquieto tentando ver o que se passava pela janela. Pela forma que a mãe explicava sobre tudo o que acontecia, deu para perceber que era a primeira vez que ele estava no metrô. A minha atenção logo voltou-se para o garoto, os meus olhos cansados grudaram no rosto do menino e sem piscar, deliciava-se com cada sorriso banguela, cada expressão de espanto e curiosidade, cada cutucada na mãe, a cada perguntada sobre se estávamos andando num túnel mesmo... De repente lembrei-me de mim, de dezembro, quando entrei no metrô pela primeira vez, da quantidade de pergunta que fiz, do susto quando o alarme tocou, de olhar para as pessoas, de descer tomando cuidado entre o vão e a plataforma, de achar uma baldeação a coisa mais prática da face da Terra... E hoje andar de metrô virou “andar de ônibus”.
Acho que a vista do terraço, em algum momento, vai acabar virando mais um lugar comum, mas enquanto isto não acontece, eu fico aqui me deliciando com a sensação, o deslumbramento, o encantamento e a mágica que só determinadas coisas nos proporcionam quando a vemos pela primeira vez.
Enfim, mas o que me leva a divagar não é exatamente a beleza que meus olhos puderam precisar no sábado, mas sobre a beleza de algo que nos toca quando o vemos pela primeira vez. Beleza é um conceito subjetivo, não somente para o outro, mas principalmente para nós mesmos.
Lembro-me de uma vez que conversei com uma amiga que mora em Londres e relatei sobre um dos grandes sonhos da minha vida que é ver o mundo através da London Eye. Eu salivava enquanto esperava a resposta dela no MSN sobre como era e o comentário simplesmente foi: “nossa, passo em frente todos os dias, já nem reparo mais, virou o elevador Lacerda”.
No mesmo sábado, pela manhã, estava sentada no metrô com a cabeça bem longe, quando uma mãe pediu ao filho para sentar-se. Os olhinhos verdes da criança brilhavam enquanto o pescoço virava-se inquieto tentando ver o que se passava pela janela. Pela forma que a mãe explicava sobre tudo o que acontecia, deu para perceber que era a primeira vez que ele estava no metrô. A minha atenção logo voltou-se para o garoto, os meus olhos cansados grudaram no rosto do menino e sem piscar, deliciava-se com cada sorriso banguela, cada expressão de espanto e curiosidade, cada cutucada na mãe, a cada perguntada sobre se estávamos andando num túnel mesmo... De repente lembrei-me de mim, de dezembro, quando entrei no metrô pela primeira vez, da quantidade de pergunta que fiz, do susto quando o alarme tocou, de olhar para as pessoas, de descer tomando cuidado entre o vão e a plataforma, de achar uma baldeação a coisa mais prática da face da Terra... E hoje andar de metrô virou “andar de ônibus”.
Acho que a vista do terraço, em algum momento, vai acabar virando mais um lugar comum, mas enquanto isto não acontece, eu fico aqui me deliciando com a sensação, o deslumbramento, o encantamento e a mágica que só determinadas coisas nos proporcionam quando a vemos pela primeira vez.
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