quinta-feira, 8 de abril de 2010
Só para os raros
Caio Fernando Abreu
domingo, 15 de novembro de 2009
Minha Vida Comigo
Dia 09 de novembro. Exatos 06 meses. Mas não é a quantidade de dias que me dá algumas certezas. Sexta passada, estávamos eu e uma colega de trabalho na super fila do super lotado metrô esperando este super meio de transporte desejado para quem quer chegar logo em casa após uma semana de trabalho. Entre empurra-empurra, troca de “gentilezas”, preparação para a corrida em busca do tão sonhando lugar no assento do metrô, minha colega de cara fechada me perguntar o que eu acho. A resposta é rápida: “to rindo e achando tudo lindo!” Não é que eu adore toda aquela massa suada te empurrando e te acotovelando, mas é que na verdade, há algum tempo, este tipo de coisa parou de me irritar, muito. Minha vida está tão preenchida de coisas que eu nunca tive, que determinados fatores externos não fazem tanta diferença mais. Eu nunca soube de verdade o que eu era e o que eu queria para mim. É difícil você se ouvir quando o mundo lá fora grita. Ainda estou aprendendo a conviver com esta velha desconhecida que habita em mim há quase 31 anos, mas somente há pouco tempo resolveu se apresentar. Sempre soube que precisava me afastar de algumas coisas para reaprender e aprender de fato o que é viver.
Parênteses:
É uma pena que agora que a minha vida anda quase muito boa, você tenha decidido cair fora dela.
domingo, 8 de novembro de 2009
Na Estrada
(Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Previsões Astrológicas
E lá no dia 28 deste mês que passou o meu ilustríssimo horóscopo de sagitariana com ascendente em sagitário revela-me que no dia seguinte uma nova fase começará após 15 (QUINZE!!!!!) anos de luta, me desejou parabéns e sugeriu que eu abrisse um vinho para comemorar.
Neste momento, supostamente, estou vivenciando a minha nova fase. Sempre fui meio cartesiana para acreditar neste tipo de ciência ou superstição e há muito tempo, desenvolvi o hábito de ler o horóscopo apenas no final do dia para verificar a veracidade das previsões e não me sentir sugestionada.
Bom, hoje é o quinto dia desta minha nova fase após quinze anos e eu penso em quantas mini-fases eu já vivi dentro de 15 anos, sobre quantos recomeços foram necessários, quantas celebrações, quantas quebras de paradigmas, de conceitos, de pré-conceitos, quanta vida se vive num ciclo de 15 anos lutando.
Em detrimento de previsões, sugestionamentos, e principalmente clichês (que é como o final deste texto irá soar), estas informações direcionadas a nascidos em determinados períodos do ano, deveriam, no mínimo, servir como inspiração para começarmos a finalizarmos nossos ciclos, sejam de 15 segundos ou de 15 anos, o importante é que eles durem apenas o tempo necessário para o seu propósito em nossas vidas e que o poder de decisão esteja sempre em nossas mãos (vai ver que foi isto que aprendi, segundo o horóscopo).
Esta é a minha previsão para os próximos 150 anos.
Ah, e para abrir um vinho, toda hora é boa.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Simples Desejo
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Asas
E desde sempre queria voar. A vida fantasiosa de criança, cheia de amigos imaginários, alimentando seu mundo paralelo muito mais pelo desejo de uma vida que desconhecida do que propriamente aquelas fantasias presentes nos livros infantis. Um sábio adulto certa vez aconselhou: “deixem as crianças riscarem todas as paredes, é a melhor forma de desenvolvimento da criatividade.” Porém, certa criança pouco ligava para as paredes. O que ela gostaria de poder riscar era mesmo suas costas com um par de asas. E isto não era um capricho, nem uma forma de se diferenciar e aparecer mais do que as outras. Nunca precisou disto. Ter as tais asas desenhada seria um compromisso. Uma espécie de cordão amarrado no dedo para lembrar sempre que ter asas significa, mais do que a grande metáfora sobre liberdade, que precisamos ter uma vida leve, não importando quão seja a dureza do mundo. O projeto de riscar as asas ainda existe, mas nem precisaria, basta olhar o traços delicados sem rugas da sua face, do riso comedido de canto de boca quando faz piada de si mesmo, da forma passional como defende suas convicções, que sabemos que aprendeu a voar. *Obrigada a quem mesmo sem saber, me inspirou a voltar a escrever.
-> Ouvindo Human Nature - Michael Jackson <-
terça-feira, 29 de setembro de 2009
E na falta de inspiração para escrever...
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo".
Caio F. Abreu
