Hoje eu senti uma emoção que eu nem sabia que existia. É você nutrir um carinho, uma afeição grande por alguém que você conhece devido ao amor que alguém devota a ela. É você imaginar o que tanta faz os olhos da pessoa brilhar enquanto fala sobre ela, enquanto gesticula, é ser agradecida pelo bem que ela faz à pessoa que você conhece e quer bem.
Pois bem, hoje eu tive a oportunidade de dizer a este alguém, que apesar de desconhecido, sempre foi próximo, pelas fotografias, pelas horas de histórias contadas e pude dizer a ela do amor das suas pessoas, do querer bem que comecei a sentir e do quanto eu tinha vontade de “conhecê-la” para deixar de ser uma pessoa de fotografias e histórias, para ser, pelo menos, mais uma pessoa a externalizar carinho e apoio.
Minha voz começou a embargar quando comecei a falar sobre uma das vezes que ouvir falar sobre ela. Fui redundante ao citar o quanto ela era amada pelos seus e ouvi uma resposta que encheu meus olhos de lágrimas: “nossa relação é de alma”.
E se é verdade que os olhos são o espelho da alma, eu entendo o porquê dos olhos da minha amiga brilharem tanto quando fala da sua tia amada.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A arte de perder
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
Sempre achei interessante este poema. Talvez a razão disto seja o fato de me levar a pensar que perder (ou melhor, lidar com perdas) seja uma arte.
Lembro-me que disse semana passada que aprender a viver com aquilo que se tem e aquilo que não se tem, não é necessariamente viver feliz, mas, de certa forma, viver em paz. Acho este final de semana foi meio assim, aprendizado sobre a arte de perder e também sobre a arte de ganhar.
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
Sempre achei interessante este poema. Talvez a razão disto seja o fato de me levar a pensar que perder (ou melhor, lidar com perdas) seja uma arte.
Lembro-me que disse semana passada que aprender a viver com aquilo que se tem e aquilo que não se tem, não é necessariamente viver feliz, mas, de certa forma, viver em paz. Acho este final de semana foi meio assim, aprendizado sobre a arte de perder e também sobre a arte de ganhar.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Viciada no repeat
E mais uma vez a música me salva, me eleva, me leva, me toma... Sempre para um lugar melhor, hermeticamente fechado, só meu. Depois eu retorno, sempre melhor, mais disposta, mais eu.
"takes me away to where I've aways heard it could be..."
"takes me away to where I've aways heard it could be..."
sábado, 24 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Se vive...
Neste momento estou aqui fazendo duas das dez principais resoluções de ano novo que é ouvir mais música e passar mais tempo acordada. Enquanto escolho, separo, ajeito e faço meus exercícios da aula de fotografia, penso naquelas imagens que ainda não consigo registrar, pelo menos não na tela de cristal líquido e muito menos em papel fotográfico. É na retina que estão as imagens das últimas 24 horas de uma surrealidade absurda. E eu, uma espécie de narradora em off, também tenho o meu personagem neste freak show. Se já não existisse este título, este filme poderia se chamar “A Vida dos Outros”, mais precisamente a vida dos outros numa lente macro (aproveitando os conceitos das aulas de fotografia), onde os pequenos detalhes são vistos de perto. E são este detalhes que mudam as vidas por completo, ou talvez sejam estes detalhes a vida por inteiro destas pessoas, não aquelas mostradas no lado A. Pois assim como na música, são nos B-sides que estão os experimentos, os acordes crus, os riffs sujos e tudo aquilo que o artista que expor, mas o setor comercial diz que não vai agradar ao público.
E assim, vamos criando cenários, mundos paralelos, que parecem ser hermeticamente fechados, mas a verdade é que se vive de brisa, se vive de briga, se vive de conveniência, se vive de remédios, se vive de aparências, se vive de fome e se vive, e se vive...
O último livro que li o personagem principal tinha 07 mulheres, 18 filhos e era estéril. Talve por isto o autor diga: “nada é tão verdadeiro que não mereça ser inventado.”
E assim, vamos criando cenários, mundos paralelos, que parecem ser hermeticamente fechados, mas a verdade é que se vive de brisa, se vive de briga, se vive de conveniência, se vive de remédios, se vive de aparências, se vive de fome e se vive, e se vive...
O último livro que li o personagem principal tinha 07 mulheres, 18 filhos e era estéril. Talve por isto o autor diga: “nada é tão verdadeiro que não mereça ser inventado.”
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Dos (rápidos) alentos...
... talvez tenha sido só uma brisa, um vento frio que serviu de refresco por 3 segundos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Embalos de sábado à tarde
Será que a gente
É louca ou lúcida?
Quando querQue tudo vire música?
De qualquer forma
Não me queixo
O inesperado quer chegar
Eu deixo...
É louca ou lúcida?
Quando querQue tudo vire música?
De qualquer forma
Não me queixo
O inesperado quer chegar
Eu deixo...
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